Zinco

Cada vez mais vemos polivitaminicos enriquecidos por Zinco.
isso já virou uma febre no mercado.
Mas o que realmente esse mineral contribui para nossa saúde? Ele possui efeitos colaterais?

Aproximadamente 100 enzimas dependem do zinco para realizar reações químicas vitais, ou seja, diversos aspectos do metabolismo celular são dependentes do zinco. Esse mineral tem papel importante no crescimento, na resposta imune do organismo, na função neurológica e na reprodução. 

Além dessas funções, o zinco ainda atua na estrutura das proteínas e membranas celulares. O micronutriente também está envolvido na síntese de hormônios e na transmissão do impulso nervoso. 

O zinco é essencial para que nosso corpo funcione de maneira eficiente. Ele nos protege de um grande número de doenças e ajuda a combater outras que já se instalaram. Ele está presente em todos os tecidos e órgãos, e ocupa o segundo lugar em abundância na massa corpórea. Atua como cofator para aproximadamente 200 enzimas e proteínas, que realizam entre outras funções a síntese de DNA e RNA. 

Além do mais, ele é considerado uma aliado para quem deseja perder peso. Como responsável por regular a produção e eliminação da leptina, hormônio produzido pelo organismo para a função de controlar o apetite e responsável por armazenar a gordura e indicar ao fígado o trabalho que ele deve fazer, este mineral é capaz de elevar a queima calórica ao mesmo tempo em que produz uma sensação de saciedade. A pessoa que deseja emagrecer deve combinar a ingestão de zinco com uma dieta pouco calórica.

Porém a sua ingestão em excesso não é benéfica, pois sendo um metal o zinco pode provocar intoxicações.

No caso de deficiência desse mineral,o organismo responde comuna mobilização das reservar em nossos órgãos. A medida que a deficiência se arraste, iniciaremos um quadro de anorexia, retardo do crescimento e má formações nos fetos, distúrbios de cicatrização, intolerância a glicose opera diminuição da formação de insulina, hipogonadismo, impotência sexual, atrofia testicular, atraso na maturação sexual e muscular, dificuldade do organismo utilizar a vitamina A, predisposição a infecções. distúrbios de comportamento, dificuldade de memorizar fatos novos, dificuldade no aprendizado, diarréia, dermatite e alopécia. Isso associado a fadiga muscular e aumento no risco de osteoporose.

As causas que podem provocar uma deficiência de zinco são a insuficiente quantidade na dieta alimentar e a dificuldade na absorção do mineral que pode ocorrer em casos de alcoolismo, quando é eliminado pela urina ou, ainda, devido à excessiva eliminação por causa de desordens digestivas.

Como tudo encontrado na natureza o excesso de Zinco também pode trazer malefícios. A absorção excessiva de zinco suprime a absorção de cobre e de ferro. O zinco metálico não é considerado tóxico, porém alguns de seus compostos, como o óxido e o sulfeto, são nocivos.

A absorção, secreção e reabsorção do zinco ocorre no intestino delgado. O zinco é secretado na luz intestinal junto com a bili, com o suco pancreático e também pelos enterócitos (células que revestem o intestino).

A principal fonte de zinco são as ostras frescas. Também pode ser encontrado nos ovos, carnes, pão integral, gengibre e peixes.


Breve História
  O zinco foi descoberto na Alemanha em 1746, pelo cientista Andreas Marggraf. É um dos elementos mais comuns na crosta terrestre, o zinco é encontrado na atmosfera, solo, água e está presente em todos os alimentos.  
  Apesar de ser encontrado em pequenas quantidades em nosso organismo, se encontra presente em todos os tecidos e órgãos, e ocupa o segundo lugar em abundância, com aproximadamente 1,5 a 2,5 mg do peso corporal.
  A ingestão deste mineral se da exclusivamente através da dieta, as proteínas como carnes vermelhas, frutos do mar e cereais são os alimentos com maior concentração.
  A quantidade diária recomendada de zinco é de 3 a 14 mg, dependendo da faixa etária.
  A deficiência deste mineral é preocupante. Em todo o mundo, os déficit de ingestão de zinco são altos, chegando a menos de 80% do recomendado nos EUA. Afetando mais de dois bilhões de pessoas, em especial as crianças, idosos e mulheres gravidas que são mais suscetíveis aos problemas causados pela ausência deste micronutriente.
   Ele previne a formação de radicais livres e inibe a oxidação celular e o desenvolvimento das células cancerígenas. Atua na síntese das proteínas, melhora a imunidade, o olfato, o paladar e atua junto com o cobre no papel antioxidante e nas cicatrizações.
  A carência de zinco abre espaço para infecções. Mais de 70 enzimas necessitam do zinco para seu funcionamento, em especial as do sistema imunológico.
  Além disso, ele atua no metabolismo dos carbohidratos. O pâncreas dos diabéticos possui apenas 25% do valor de zinco, assim como está reduzido nos pacientes com leucemia e nos fígado dos pacientes com cirrose alcoólica.


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