Os Perigos do Glúten


Um estudo descrito no New England Journal of Medicine descobriu que pessoas diagnosticadas, não diagnosticadas e com doença latente celíaca ou sensibilidade ao glúten têm um maior risco de morte.

Esse artigo cientifico listou 55 doenças que podem ser causadas pela ingestão de glúten. Dentre elas, osteoporose, síndrome do cólon irritável, anemia, infertilidade, fatiga, aftas, câncer - principalmente linfoma intestinal, artrite reumatóide, lúpus, esclerose múltipla, e quase todas as outras doenças auto-imunes. O glúten também é ligado a muitas doenças psiquiátricas e neurológicas, incluindo ansiedade, depressão, esquizofrenia, demência, enxaquecas, epilepsia, e neuropatias. Também foi ligada ao autismo.

A doença celíaca é uma doença autoimune, ou seja, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório. Na doença celíaca, a inflamação é provocada pelo glúten, proteína presente no trigo, cevada, centeio e malte. Esse processo inflamatório, que no caso ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes.

A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten.

A sensibilidade ao glúten também é uma doença auto-imune que cria inflamação em todo o corpo, com efeitos variados em todos os sistemas de órgãos incluindo o cérebro, coração, articulações, trato digestivo e outros. Pode ser a única causa por trás de muitas doenças diferentes. Para corrigir estas doenças é necessário tratar a causa – que é usualmente a sensibilidade ao glúten – e não apenas os sintomas.

Sintomas

- diarreia;
- fezes fétidas, claras, volumosas, sobrenadantes, com ou sem gotas de gordura;
- distensão abdominal por gases, cólicas, náuseas e vômitos;
- constipação intestinal;
- dificuldade de adquirir peso e facilidade para perdê-lo;
- baixa estatura;
- fraqueza geral;
- modificação do humor;
- insônia;
- alterações na pele;
- fraqueza das unhas, queda de pêlos;
- anemia por deficiente absorção do ferro e da Vitamina B 12;
- alterações do ciclo menstrual;
- diminuição da fertilidade;
- inchaço dos membros inferiores;
- osteoporose.

Alguns sintomas da infância podem desaparecer na adolescência, para reaparecer na maturidade ou mesmo na velhice.

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Referências
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