Banha versus Óleo Vegetal


Antigamente cozinhávamos com banha de porco, e, incrivelmente, tínhamos menos problemas cardíacos que hoje.

Então, por que mudamos nossos hábitos?

No inicio do século XX propagou-se que o óleo vegetal era mais saudável do que banha. Além do óleo de soja, surgiram no mercado diversos outros óleos vegetais com a promessa de serem muito melhores para a nossa saúde. Extremamente saudáveis e muito mais seguros.

Esse mito começou a cair.
O Dr. Romualdo Lima explica: “Até 1911 não havia nenhum registro de infarto do miocárdio nos Estados Unidos, foi justamente nesse ano que se introduziu o óleo vegetal no mercado, o Dr. Paul White fez um estudo que constatou que em 1930 foram registrados 300 casos de infarto e em 1960 já eram 30,000 casos. Existem inúmeros produtos no mercado que afirmam ser ‘saudáveis’, mas a verdade por trás de cada produto é revelada lentamente, ao longo do tempo, quando estes produtos começam a afetar a sua saúde, e as revelações são feitas quanto à salubridade real de um determinado produto.”

O óleo vegetal, quando aquecido, libera um grande número de compostos tóxicos para nossa saúde, radicais livres, que são cancerígenos, quando consumido por um determinado período de tempo.
A banha, no entanto, atinge a temperatura certa para fritar alimentos muito mais rápido, por isso vai cozinhar mais rapidamente e a comida acaba sendo muito mais saudável.

A banha contém principais nutrientes que são benéficos para a saúde, como vitaminas B e C, além de minerais como fósforo e ferro. Uma coisa notável é que ela é isenta de açúcar, tornando-a excelente para as pessoas com diabetes; também contém uma baixa quantidade de sódio.

A indústria dos óleos vegetais criou um mito sobre a gordura animal pregando que ela seria maléfica para nosso organismo, por se tratar de gordura saturada. Na verdade, a banha tem uma composição perfeitamente balanceada com cerca de 40% de gordura saturada e 45% de gordura monoinsaturada.

A gordura animal é saudável para as suas artérias, além de ser nutritiva e causar mais saciedade por ter a digestão mais demorada. Não podemos dizer o mesmo sobre os óleos vegetais. As gorduras que até pouco tempo nos vendiam como ‘gorduras saudáveis’ não são tão saudáveis assim. Aliás, os óleos vegetais, quando aquecidos, não são nada saudáveis. Quando sofrem a ação do calor eles são extremamente tóxicos e inflamatórios para o seu organismo. Então, se for utilizar óleo vegetal, utilize-o na salada.

A extração dos óleos vegetais envolve solventes, calor e pressão, o que faz com que o óleo saia escuro. Então é necessário mais uma série de processos químicos para clarificar e a refinar esse óleo.

Quando se cozinha com óleos vegetais, ele se oxida a medida que esquenta e interage com o oxigênio. Esse óleo gera colesterol oxidado que atua como um radical livre no corpo. O colesterol oxidado está diretamente ligado às doenças cardíacas. A cada vez que reutiliza esse óleo, o ponto de queima se torna menor, ou seja, mais tóxico e perigoso ele se torna.

Estes óleos também podem estar contaminados com pesticidas e agrotóxicos. Podem ser produzidos de grãos transgênicos. Podem conter gordura trans.

Gorduras de origem animal (banha, sebo, gorduras de pato e ganso) e de fontes vegetais (azeitonas, coco, linhaça) fornecem ao nosso organismo,  ácidos graxos importantes para manter os ossos saudáveis, auxiliando a absorção de cálcio, e para reforçar o sistema imunológico. Gorduras modificadas tecnologicamente não têm esses benefícios.

A questão de escolher quais as gorduras a consumir é muito importante e, é fundamental estudar as pesquisas sobre gorduras tradicionais.


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